
Depois de anúncios, solenidades, discursos, fotografias e mais de uma apresentação pública da nova sede da OAB-PB, um detalhe chama atenção: **somente agora os funcionários estão sendo encaminhados para trabalhar no novo prédio.**
A situação provoca uma pergunta inevitável: **afinal, o que exatamente foi inaugurado meses atrás?**
Se uma sede institucional é entregue à advocacia, espera-se que esteja apta ao funcionamento cotidiano. No entanto, se a transferência efetiva da estrutura administrativa ocorre apenas agora, meses depois das cerimônias, a distância entre a inauguração anunciada e o funcionamento real merece explicações.
E essa história ganha contornos ainda mais curiosos porque a nova sede já foi protagonista de sucessivos anúncios e eventos ao longo de sua trajetória.
Foram vídeos, discursos e celebrações apresentando o empreendimento como símbolo de uma nova fase para a advocacia paraibana. Agora, a chegada tardia dos próprios funcionários coloca novamente a cronologia da obra sob questionamento.
**Era inauguração ou apresentação? Era entrega ou estratégia de comunicação? A sede estava efetivamente pronta para funcionar quando foi celebrada?**
Não se trata de discutir apenas a mudança de endereço dos servidores. Trata-se de transparência.
Porque existe uma diferença enorme entre inaugurar um prédio e colocá-lo efetivamente a serviço da advocacia.
Se somente agora a estrutura administrativa começa a ocupar o espaço, a categoria merece saber por que houve tamanho intervalo entre a solenidade e a utilização cotidiana.
Talvez a pergunta mais incômoda seja também a mais simples:
**quantas inaugurações são necessárias para uma sede finalmente começar a funcionar?**
Depois de tantos holofotes, chegou a hora de descobrir se a nova sede será finalmente uma casa para a advocacia, ou se, até aqui, esteve muito mais pronta para as fotografias do que para o expediente.
Porque fita se corta em minutos.
**Funcionamento de verdade não se inaugura. Se comprova.**
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