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OAB-PB: A “Casa da Advocacia” virou camarote vip para aliados da Diretoria da OAB-PB?

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15/06/2026 às 13h51
Por: Redação Fonte: Advocacia
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OAB-PB: A “Casa da Advocacia” virou camarote vip para aliados da Diretoria da OAB-PB?

A nova sede da OAB-PB está sendo apresentada como a grande Casa da Advocacia Paraibana. Um patrimônio construído com recursos da própria categoria e que deveria simbolizar pertencimento, integração e representatividade.
Mas a exigência de pulseiras para participação na inauguração está produzindo exatamente o efeito contrário, escancarando o que muitos profissionais já apontam como um projeto elitista e segregador.
A pergunta que circula nos corredores é simples: se a casa pertence a todos, por que o acesso ao evento virou um privilégio para poucos?
A verdade de bastidor que emerge com força total é que a entrega dessas pulseiras não passa de mais uma manobra de politicagem orquestrada pela diretoria e pela presidência da OAB Paraíba. O objetivo? Segregar a classe.
Fontes e profissionais da área denunciam que os advogados que compõem a oposição ou que simplesmente não votaram na atual gestão nas últimas eleições estão sendo deliberadamente excluídos do evento. A atual administração transforma um patrimônio público da advocacia em um "clube privado" para inflar o ego de aliados e blindar os gestores de qualquer tipo de questionamento.
Essa postura, inclusive, já virou praxe na conduta do presidente da seccional. O uso da máquina institucional e de eventos oficiais como ferramentas de manobra política, premiando apoiadores e isolando críticos, tem sido a marca registrada de uma gestão que governa apenas para os seus.
A discussão se torna ainda mais sensível porque esta não é a primeira vez que a obra é apresentada. Muitos profissionais recordam que a sede já havia sido exibida publicamente em momento anterior, o que leva a categoria a questionar por que uma nova inauguração se tornou necessária e qual o verdadeiro significado político de um evento repetido e, agora, restrito.
Agora, mais uma vez, o debate deixa de ser sobre a estrutura física e passa a ser sobre o uso político dela.
Quais critérios foram utilizados para a distribuição seletiva dessas pulseiras? Todos os advogados tiveram acesso às mesmas informações? Houve igualdade de oportunidade? A resposta parece óbvia. A falta de transparência alimenta a percepção real de que a instituição se tornou blindada ao contraditório e totalmente avessa à pluralidade de opiniões.
Ninguém discute a necessidade de organização. O que se repudia é a mensagem transmitida. Uma sede construída com o suor de toda a advocacia deveria ter sua inauguração marcada pela inclusão, não pela divisão partidária e pela exclusão punitiva da oposição.
No fim, a dúvida dá lugar à certeza:
Não estamos diante da inauguração da Casa da Advocacia Paraibana, mas sim de um palanque político cuidadosamente controlado para massagear o ego da situação e produzir uma narrativa de falsa unanimidade.
Porque pertencimento não se mede pelo tamanho do prédio. Pertencimento se mede pela capacidade de respeitar a democracia interna e fazer com que todos, independentemente de lado político, se sintam parte dele.

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