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Entre Propaganda e Realidade: a advocacia paraibana ainda espera a gestão prometida

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11/05/2026 às 10h00 Atualizada em 13/05/2026 às 12h12
Por: Redação Fonte: Advocacia
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Entre Propaganda e Realidade: a advocacia paraibana ainda espera a gestão prometida

A vice-presidente da CAA-PB, para propagar um alegado benéfico aos motoristas da instituição, resolveu censurar a alegada inércia da anterior gestão. Sem dizer uma palavra, o ex-presidente publicou logo em seguida o Relatório de sua Gestão (vide anexo).
A publicação desse Relatório reacendeu debate inevitável dentro da advocacia paraibana: afinal, o que efetivamente mudou na atual administração além da reiterada e cara propaganda?
O material divulgado pela antiga gestão reúne ações, projetos e serviços que marcaram um período amplamente reconhecido pela categoria como uma fase de forte assistência à advocacia. E mais do que apresentar números, o relatório parece deixar uma mensagem silenciosa, porém clara, à nova direção: que procure não apenas manter, mas superar os serviços prestados anteriormente, ainda que a tarefa pareça difícil diante do legado construído.
O relatório, como dito, surge em meio ao referido e inesperado ataque promovido pela atual vice-presidente da CAA-PB contra a antiga gestão da Entidade. A acusação causou estranheza nos bastidores da advocacia, especialmente porque grande parte das ações hoje divulgadas pela atual administração já havia sido criada, estruturada ou implementada exatamente no período agora criticado.
O problema é que, até aqui, a sensação predominante entre muitos advogados é outra: a de que pouco efetivamente novo foi entregue à categoria.
Grande parte das ações anunciadas nos últimos meses já existia anteriormente. Convênios, programas de assistência, campanhas de saúde, corridas da advocacia e serviços de atendimento foram reapresentados como novidades, embalados por uma comunicação fortemente colorida nas redes sociais. Marketing, sem dúvida, não faltou. Resultado concreto, entretanto, continua sendo motivo de questionamento nos corredores da advocacia.
E quando houve novidade, ela deixou a desejar.
O exemplo mais citado é a campanha de vacinação. Enquanto a gestão anterior disponibilizava vacina tetravalente, reconhecida pela maior abrangência, a nova administração passou a oferecer uma versão do Butantan considerada sabidamente inferior. Diante da baixa adesão inicial, o que deveria ser política séria de saúde a vacina Butantã acabou se transformando em distribuição desenfreada a outras entidades fora do círculo advocatício para tentar salvar a narrativa de sucesso das campanhas de vacinação.
A crítica que cresce entre advogados não é sobre continuidade administrativa, algo natural em qualquer instituição, mas sobre a tentativa constante de transformar herança em conquista própria.
A advocacia paraibana sabe distinguir inovação de reapresentação.
Sabe reconhecer quando há avanço real e quando há apenas reposicionamento de imagem.
O relatório da antiga gestão acaba produzindo um efeito inevitável: comparação.
E talvez seja justamente isso que incomode tanto.
Porque enquanto o passado apresenta resultados concretos, o presente parece excessivamente preocupado em produzir manchetes, vídeos, slogans e publicações cuidadosamente roteirizadas. A estética institucional ganhou protagonismo. Mas a advocacia continua esperando o principal: melhorias reais no exercício profissional.
No fim, permanece a pergunta que muitos evitam fazer em voz alta:
A atual gestão está administrando a advocacia… ou apenas administrando a própria imagem?

Clique aqui e veja o Relatório - Gestão CAAPB - 2019-2024

 

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