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Advogada denuncia ex-sócio por perseguição, sabotagem digital e violência de gênero

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09/06/2025 às 09h44 Atualizada em 09/06/2025 às 10h43
Por: Redação Fonte: Advocacia
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Advogada denuncia ex-sócio por perseguição, sabotagem digital e violência de gênero

Um caso em tramitação na Justiça da Paraíba expõe graves denúncias de violência institucional com viés de gênero no meio jurídico. A advogada Silvia Queiroga Nóbrega moveu queixa-crime contra seu ex-sócio, José Marques da Silva Mariz, acusando-o de perseguição, difamação, fraude eletrônica, apropriação indevida de honorários e violência simbólica.

Segundo a denúncia, após o fim da sociedade, Mariz iniciou uma campanha de desestabilização profissional e pessoal contra Silvia. Um dos principais ataques teria sido a exclusão indevida do nome da advogada em mais de 150 processos no sistema do TJPB. Relatórios técnicos confirmam que os acessos foram feitos com o login de Mariz, impedindo Silvia de atuar nos processos e receber seus honorários.

A sabotagem digital causou impactos severos à saúde da advogada, como crises de ansiedade e necessidade de medicação. A petição aponta uma “campanha orquestrada de esvaziamento simbólico e econômico”.

O caso mais grave ocorreu no Fórum Cível de João Pessoa, onde Mariz, publicamente, chamou Silvia de "vigarista", fato presenciado por testemunhas e confirmado por Ezilda Melo, ex-presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/PB.

A defesa sustenta que o episódio demonstra misoginia institucional, com uso das estruturas jurídicas para silenciar e deslegitimar a mulher advogada.

Mariz tentou contra-atacar com uma queixa-crime contra Silvia por calúnia e difamação, mas o Ministério Público rejeitou a acusação, reconhecendo que ela agiu dentro de seus direitos legais. A defesa de Silvia respondeu com uma exceção da verdade, apresentando provas documentais que confirmam a fragilidade dos ataques difamatórios de Mariz.

Especialistas classificam o caso como reflexo do machismo estrutural na advocacia, onde mulheres são punidas não só por denunciar, mas por ousarem romper com padrões de submissão. Silvia aguarda medidas protetivas e cobra providências da OAB/PB.

“Não é só a minha história. É um padrão de silenciamento que precisa ser enfrentado”, declarou a advogada.


Foto: Polêmica Paraíba. 

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